quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Ilson Nascimento: três décadas dedicadas à assessoria de imprensa

O jornalista fala como passou por vários partidos dentro da assessoria de comunicação do governo do estado, permanecendo até hoje como um dos principais assessores


A mais de duas décadas o jornalismo brasileiro vive uma incógnita: assessor de imprensa é ou não é jornalista? Muitas são as barreiras e preconceitos que dividem o profissional da Redação e o que presta assessoria. O maior exemplo hoje no Brasil está na relação entre os jornalistas e a maior entidade representativa da classe: a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas). O “jornalista de rua” critica a federação por, segundo eles, toda a atual diretoria ser formada por assessores de imprensa.

E, então, assessor de imprensa é ou não jornalista: na teoria sim. Afinal, o assessor também freqüenta a faculdade de comunicação. No mercado atual, é difícil encontrar algum jornalista que não tenha assessorado alguma entidade. Fora os âncoras das grandes empresas de comunicação, que têm grandes salários, a maioria dos jornalistas brasileiros ganha pouco e precisa se redobrar para ter uma renda a mais da que é ganha na Redação.
No Acre isso é mais do que comum. O profissional tem que “se virar nos 30” para ter uma renda mais “gorda” no final do mês. Daí surge outra questão: esse jornalista terá a liberdade de escrever o que quiser sobre o seu assessorado no jornal onde trabalha? Certamente não. Então a sua credibilidade está em jogo. Ele escolhe entre, prestar serviços à assessoria ou ficar na Redação.

O jornalista acreano Ilson Nascimento conhece bem essa história. Nascimento é o jornalista mais antigo em atividade no Acre. São três décadas dedicadas ao papel e a caneta. Ainda em 1972, ele começou a trabalhar ao lado de José Chalub Leite no jornal O Rio Branco. Lá, exercia a função de revisor. Da revisão partiu para a reportagem. Cinco anos depois, foi contratado como assessor de imprensa do governo estadual. Desde então, não largou o cargo. Assim que foi para o governo, Nascimento se desvinculou do jornal O Rio Branco.


A mudança de ritmo entre uma Redação e a Assessoria não foi difícil para ele. “O processo de adaptação foi rápido”, diz. A diferença existe, é lógico. Para ele, assim como no governo, a liberdade das redações é vigiada. Ele completa: “Tanto na imprensa particular quanto no Estado, você tem liberdade vigiada. Todo veículo de comunicação tem sua linha editorial”.

Hoje, Nascimento trabalha como produtor na Rádio Difusora – veículo que integra o sistema público de comunicação do governo. Mesmo há muito tempo no rádio, ele não esconde: “Eu prefiro muito mais escrever do que falar. Mas eu falo sem problemas também”. Isso é um pequeno resquício da curta passagem pelo jornal O Rio Branco.
“Eu prefiro com toda sinceridade o jornal impresso. No radio você fica mais restrito. O radio é rápido. 30 segundos no radio é uma eternidade”. Para os focas, que chegam no rádio, ele dá a dica: “Eu oriento o pessoal que a reportagem deve ter no máximo um minuto e meio, quando for o governador ou presidente pode chegar até três minutos. Tem que ser tudo muito rápido”.

De acordo com o jornalista, precisa-se de muito mais informações no jornalismo impresso, para escrever um texto mais completo e elaborado. Além de produtor da Difusora, Nascimento atua como o Gatekeeper da rádio. Ele é quem “passa o olho nos textos” e dá o sinal verde para uma matéria ir, ou não pro ar. “Eu pauto, faço as correções de texto, vejo o que pode ou não ir”. Nascimento exerce um cargo de confiança. Aliás, exerce muito bem. Afinal ficar 30 anos numa mesma função dentro do Estado não é fácil.
Qual a receita de Nascimento para tanto tempo de carreira mesmo tendo passado tantos diferente partidos pelo poder? A resposta: “De quatro em quatro anos o governo muda. E você tem que ter crédito para passar por vários governos. O PMDB é uma coisa, PT é outra o PPS também. Eu consegui passar por todas esses partidos. Eu consegui um cargo de confiança e daí para cá sempre fui valorizado. O apartidarismo é a melhor receita”.

Para ele, a Assessoria de Imprensa do Governo serve justamente para zelar pela imagem do governo que sempre é alvo de criticas por parte da imprensa. Não existe censura nos veículos de comunicação do Acre, isso nas palavras dele. Mas quem atua nos jornais sabe que a realidade é outra.

Ainda para o jornalista da difusora, o preconceito constante que existe entre jornalistas e assessores nos grandes centros do Brasil, não acontece no Acre. “Eu acho que não. Eu acho que você tem que ser profissional. Não importa onde esteja, na floresta, no campo, tem que ser respeitado. Preconceito não existe. Eu não acredito”, pondera ele.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Nem tudo são flores na era digital

Dependente da tecnologia o homem se vê totalmente sem comunicação quando as empresas responsáveis por proporcionar os serviços de acesso a internet não o fazem
Cada vez mais o ser humano faz uso das tecnologias, seja no telefone celular, no aparelho de Tv como no microcomputador. A Internet veio definitivamente para facilitar a vida das pessoas. Vários negócios são fechados através de emails, trabalhos escolares feitos em sites de busca, além do alívio na conta telefônica graças ao messenger.
Jovens lotam as lan houses existentes nos diversos bairros da cidade, em busca de diversão, bate-papo e pesquisas escolares. Esse fenômeno que vem sendo chamado de comunicação digital permite uma nova cultura e não mais restringe por limites territoriais a distância entre as pessoas.
Porém nem tudo são flores no meio da era digital. Cada vez mais dependente dessa tecnologia o homem se vê totalmente sem comunicação quando as empresas responsáveis por proporcionar os serviços de acesso a internet não o fazem.
São manhãs inteiras perdidas, filas enormes que não andam e uma simples ligação que não chega. Negócios são adiados, prazos perdidos e o cliente que aguarda na fila do banco ou de qualquer outra empresa fica cada vez mais insatisfeito.

“Já fiquei de oito horas da manhã até às duas da tarde esperando o sistema do banco voltar para eu poder ser atendida”, conta revoltada a funcionária pública Maria de Fátima Guedes.
Na semana passada Rio Branco ficou algumas horas sem comunicação. Os telefones celulares e convencionais não funcionavam e a internet também não.
“Como nosso ponto forte é a venda de carros pela internet, deixamos de atender vários clientes, pois eles vinham nos procurar, mas não tínhamos como fazer a pesquisa dos carros, algumas pessoas voltaram depois outras não, ficamos no prejuízo”, lembra Augusto Holanda, gerente de uma revendedora de carros.
Mesmo suspenso por horas os serviços são cobrados como se tivessem sido fornecidos integralmente. E o consumidor que paga caro para possuir o que há de mais moderno e rápido na comunicação não está nem um pouco satisfeito.
* Texto: Jannice Dantas

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Festival Varadouro


Nos dias 19 e 20 de outubro acontece a 3ª edição do Festival Varadouro no estacionamento do Arena da Floresta, em Rio Branco. Neste ano o festival de música receberá atrações de todo o Brasil e uma banda do Peru, além de nove atrações acreanas.

O festival vai além da música “para impulsionar a integração da América Latina através da cultura e assumir definitivamente o papel de mola propulsora na discussão dos problemas ambientais que atingem o planeta através de sua programação de debates e da integração de outras manifestações artísticas em sua programação”, como afirma texto no site do evento.

A entrada é gratuita e a diversão garantida. Os ingressos, no entanto, precisam ser retirados em pontos de distribuição para serem entregues na bilheteria da Arena da Floresta, nos dias de shows (19 & 20/10). A distribuição será feita na Drogaria Popular e na Estação do CD, nos endereços disponíveis abaixo. O público terá até sábado (20/10) para efetuar as retiradas dos ingressos, e caso prefira, poderá fazê-lo na própria bilheteria do festival, correndo, porém, riscos de filas.

Local: Estacionamento do Arena da Floresta
Dias: 19 e 20 de outubro
Horário: à partir das 17 horas

Mais informações no site:

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

I Conferência Municipal de Cultura de Rio Branco

Sociedade civil e poder público se reúnem nos dias 26 e 27 deste mês para finalizar o modelo de um Sistema Municipal de Cultura a ser implantado na capital acreana. O princípio básico do processo é a participação pública na gestão cultural, portanto, é de extrema importância a presença, participação e envolvimento dos artistas, esportistas, historiadores, turismólogos, professores, agentes culturais, produtores, também de jornalistas, estudantes, consumidores, etc.

A I Conferência Municipal de Cultura acontece a partir das 8horas, na Secretaria Estadual de Educação. Além dos debates, serão feitas pequenas mostras da cultura de Rio Branco através de esquetes teatrais, exibição de vídeo, exposição de artes plásticas, etc.

Mais informações:
Acesse: http://culturarb.blogspot.com

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Frase da Semana

"Repórter tem que ser maldoso".
Adailson Oliveira

Ufac abre edital para contratação de novos professores

A Universidade Federal do Acre (Ufac) abriu processo seletivo para o preenchimento de vagas que atendam os municípios que integram o Programa Especial de Formação de Professores para a Educação Básica/2006 - Zona Rual e o Progama Especial de Bacharelado em Economia/2006 - Regime Modular.
A inscrição encerra no dia 19 de outubro e deve ser feita nos Departamentos correspondentes aos cargos desejados, no Campus Universitário de Rio Branco. São necessários para a inscrição o preenchimento de uma ficha e entrega de curriculum vitae comprovado, com documentos pessoais (RG, CPF, quitação eleitoral e certificado de reservista para o sexo masculino).
A titulação exigida é: Bacharel em Direito, Bacharel em Economia, Graduação em Química ou áreas afins, Graduação em Ciências Biológicas ou áreas afins, Licenciatura Plena em Geografia, Licenciatura Plena em Pedagogia, Graduação em Matemática, Graduação em Estatística, Graduação em Sistema de Informação ou áreas afins, Graduação em Educação Física, Licenciatura em Educação Física, Profissional de nível superior na área da saúde e Licenciatura Plena em Letras/Português.
A contratação será temporária, pelo período de 3 (três) meses (janeiro, fevereiro e março), com remuneração líquida mensal de R$ 2.000,00 (dois mil reais).
Mais informações no site http://www.ufac.br/

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Educação a ética do dia-a-dia

A juventude adora música alta e vibrante. A prova disso é a aglomeração deles durante o período noturno às margens do Canal da Maternidade. São vários carros, com sons potentes que tocam os mais variados tipos de música, os estilos vão do forró ao dance. Porém o que é diversão para eles se torna suplício para acadêmicos e famílias residentes próximas ao local.
Os órgãos de fiscalização até se fazem presente, mas esse é um problema de educação e conscientização. O limite de cada um termina onde começa o do outro. Isso é a ética do dia-a-dia. É a boa convivência com o próximo. É o respeito e a educação que aprendemos dentro de nossas casas, com nossas famílias.
A educação não é só dizer bom dia, boa tarde e boa noite, ela também é feita de atos, de pequenos gestos. O que nos falta é justamente a realização desses pequenos gestos, que não se restringe apenas a não incomodar o próximo, mas em pensar nas gerações futuras e no exemplo que estamos deixando para elas.
* Texto: Jannice Dantas